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No coração do baixo Alentejo, mais concretamente na pequena aldeia de Trigaches, concelho de Beja, encontramos o que noutrora terá sido uma habitação humilde e tipicamente alentejana, um exemplo classificado da arquitectura vernacular do início do século XX. Fechada sobre si mesma como se ignorasse a rua e/ou temesse a ardente luz da planície alentejana, este seria porventura, apenas um ponto de partida e de chegada de gentes, que de sol-a-sol e durante a vida, trabalhou a terra.

Havia a necessidade de manter o traço predominante que a identifica e a caracteriza para que esta memória perdurasse. Foi, no entanto, necessário adequá-la ao modo de vida contemporâneo: marcar o antes e o depois, definindo o agora sempre com respeito pelo existente.

O cliente pediu que fosse ali projetada uma casa de férias, capaz de fazer esquecer, por dias, a azáfama de Londres, cidade onde vive atualmente. Dois quartos, duas instalações sanitárias, lavandaria, zona social aberta e luz, muita luz.

As paredes exteriores pré-existentes em taipa e caiadas de branco foram mantidas, subtraiu-se a cobertura e, aproveitando a altura generosa das paredes existentes, explorou-se o espaço superior. A porta de entrada que antes comunicava diretamente com o interior comunica agora com um pátio que ilumina toda a zona social sendo o mesmo um prolongamento exterior da habitação.

As escadas confinam com a zona de refeição, e ligam a um passadiço que sobrevoa e aproveita o pé direito duplo da sala dando acesso a ambos os quartos.

Nas paredes, foram “rasgados” vãos pequenos e discretos, salvaguardando o interior da casa das temperaturas mais altas que se fazem sentir no verão.

O branco predomina tanto nas paredes exteriores do existente como nas da construção proposta. A diferenciação está nas texturas, uma caiada (pré-existente) e outra pintada (nova construção). A pureza do branco mantém o sossego e calma existente na sua envolvente.